segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Voz dos Inconformados

Em muitas comunidades evangélicas pelo mundo afora pratica-se o mesmo sistema religioso repressor dos tempos de Jesus, ainda que contextualizado para uma cultura local e contemporânea. Esse tipo de prática causa desastres quase que irremediáveis na vida de muitos, como aconteceu com muitos de nós. Por isso, somos a voz dos inconformados. Quiseram nos fazer de massa de manobra (já não bastasse os nossos políticos!), quiseram nos obrigar a aceitar seus posicionamentos extra-bíblicos e estapafúrdios, quiseram nos impedir de pensar. Somos contra esses movimentos oriundos desse sistema que um dia nos pôs na boca, mastigou e cuspiu na beira do caminho, como fizeram com Bartimeu (ainda bem que o Filho de Davi teve misericórdia de nós). Essa espécie de farisaísmo operante em nossos dias parece fervoroso, mas é morno para Deus. Somos a voz dos inconformados com esse status co religioso que hoje subsiste nos púlpitos do tradicionalismo cristão-evangélico. Esqueceram os princípios da doutrina e acumulam filosofias que, uma vez disparadas como armas, ferem milhões de nós. Eles estão mortos pela sua própria mensagem. Fedem. Jesus se referiu a esta geração chamando-os de sepulcros caiados. Nos recusamos ser alfabetizados por esse “evangeliquês”, essa sessão de lavagem cerebral. Nos recusamos seguir a multidão e viver cegamente, tateando no braile impresso por esse mercantilismo barato. Desejamos liberdade para o nosso povo, ou melhor, libertação, e só a verdade liberta, ainda bem. Somos da geração eclésia, dos que foram chamados para o lado externo das quatro paredes, somos da geração de Lázaro, da geração “vem para fora”, para fora dos sepulcros. Os olhos de Deus procuram os “Jeremias”, que não esperam glórias e reconhecimento dos homens, que não tem “rabo preso” com nenhum sistema religioso, e sim, um alto e inegociável compromisso com Ele. Onde está a igreja? Será que está dividindo o pão em quatro paredes, enquanto o mundo morre de fome de Deus? Está congregando ou “segregando” pessoas? Onde está a geração de Beréia, aquela que questionava, comparando o que Paulo dizia com aquilo que estava escrito nas Escrituras? É hora de tocar a trombeta em Sião e pôr a casa em ordem. Chega de fazer vista grossa e fingir que nada está acontecendo. Nossa luta não é contra carne ou sangue, ou seja, não é nada pessoal. Nossa luta é contra esse sistema carnal (às vezes diabólico) que sangra os corações, pisoteia profetas e rejeita a sã doutrina, substituindo-a por convicções humanas. As “cabeças” desses movimentos mesquinhos precisam “rolar”, e para bem longe de nós. A nossa cabeça é Cristo. Lutamos pelo genuíno evangelho de Jesus, vivido e defendido pelos apóstolos e pela igreja primitiva. O evangelho de Cristo, que vem quebrando protocolos e contrariando sistemas, subversivo, revolucionário. O nosso alvo é Cristo, por isso o não-conformismo com outro estilo de vida. Ver uma geração envolvida como Reino, uma geração que se incomode com injustiças e inverdades dentro ou fora dos templos. Este é o nosso mais profundo desejo como crentes, como gente, como igreja.